Raciocínio sobre o bem


Para falarmos do bem, seja ele qual for: Físico, mental, espiritual. etc, faz-se necessária uma aprofundada compreensão do tema, o que nos transfere a um momento de reflexão, prática  esta que está sendo banida da vida do homem moderno.
Primeiramente, atesto eu que: se é difícil falar de algo que não se conhece, mais difícil ainda é vivê-lo. Porém o homem conhece o bem e o tem velado em seu interior, muitos o chamam de consciência, porém prefiro vê-lo com dádiva dispensada por aquele que nos criou, o supremo bem de nossas vidas.
     Seguindo pois esse modo de visão é fácil compreendermos e vivermos o bem, pois a fonte do bem não estará contida em nossa imperfeição e sim na perfeição de Deus. Como bem ressaltava um amigo, ao comprarmos um carro adquirimos junto ao carro o seu manual, manual esse escrito pelo seu fabricante. Pois bem, no manual teremos as informações necessárias para bem utilizarmos o automóvel a fim de que ele alcance sua máxima performance sem nos causar maiores inconvenientes, vendo através dessa perspectiva temos também nós os seres humanos uma forma de alcançar o nosso desempenho máximo, temos a capacidade de nos superar cada vez mais e sim vivermos bem, porém para que consigamos realmente viver bem devemos seguir as leis que nos regem como um manual inserido dentro de nós.
     Para que usufruamos realmente de toda a nossa capacidade é necessário que respeitemos os nossos limites, reconheçamos as nossas fraquezas e analisemos as nossas necessidades. Muitas vezes parece que o melhor a se fazer é fechar o manual e seguir por conta própria, mas ao fazermos isso estaremos desprezando o ensinamento daquele que tudo sabe sobre nós.
     VIVER BEM é uma necessidade e o ser humano tem por instinto lutar para que suas necessidades sejam supridas, porém em alguns momentos a necessidade faz com que o homem perca a sua única faculdade que o faz reinar sobre outros seres, ou seja, a capacidade de raciocinar.
    Veja o quanto a necessidade pode se tornar um ponto fraco do homem, além de ser um instinto ela tem a capacidade de ludibriar aquele que a possui. E como a história bem nos ensina os pontos fracos são sempre as partes preferidas dos inimigos, e nesse caso quem seria o inimigo? Se falamos aqui de viver bem o inimigo certamente ao se utilizar de pontos fracos contidos naquele a quem se opõe ofereceria a ele a grande certeza de viver mal.
     Se Deus, como eu disse antes, é a fonte inextinguível do bem, aquele que se opôs a Deus e seu projeto torna-se portanto fonte de mal, e é importante ressaltar que: O inimigo não é fonte do mal porque vê no mal algo de bom, mas ele põe uma máscara de algo bom no mal a fim de que pela necessidade de bem o homem se veja diante de algo que ele necessita.
     Retomando o exemplo do manual do carro podemos retirar mais uma linha de pensamento: se no manual estão contidas as leis, que não são obrigatórias, mas, que certamente vão te dar a garantia plena de que você está procedendo de forma correta e você o desobedece ultrapassando o limite de velocidade estipulado para a primeira vez que o funcionar, com o passar do tempo aquela falta de obediência pode lhe custar um motor. Transferindo esse exemplo para a nossa realidade temos que, ao desrespeitar os nossos limites próprios estaremos nos colocando em uma situação de risco extremo, banalizando todas as instruções contidas no manual nos afastaremos cada vez mais da realidade fim para que fomos criados, é como se após fundir o motor você levasse o seu carro para uma oficina qualquer, o que retiraria seu carro da garantia e portanto não poderia mais dar continuidade ao processo de regulagens e outros reparos de que seu carro necessitaria.
Portanto PENSE, se as leis que estão intimamente gravadas em mim, me revelam que eu agi de forma incorreta ou, o que penso em fazer irá me afetar gravemente, por que eu deveria continuar no erro ou executar aquilo que pensei?
Espero que a resposta te ajude a viver melhor.